O indivíduo livre
O indivíduo livre desenvolveu a capacidade de se autogovernar; conseguiu separar aquilo que lhe é útil do que não Ihe serve, ou seja, desvencilhou-se com discricão das pessoas e coisas que Ihe faziam mal.
Ele traz consigo autonomia - possui um território pessoal no qual pode se manifestar como ser humano por direito próprio, buscando seus anseios e objetivos pessoais.
A leveza de sua vida foi pautada com força e determinação diante de empecilhos e dificuldades existenciais; ele vive a arte de superá-los e traça seu caminho ao caminhar.
Eis alguns obstáculos que impedem a autonomia e a liberdade de se conduzirem por si sós:
. comparar-se com os outros e buscar desempenhos plagiados;
. ser permissivo consigo mesmo e superexigente com o próximo;
. acreditar-se invulnerável e estabelecer expectativas que não pertencem ao domínio humano;
. superestimar a própria inteligência, subestimando a alheia;
. desrespeitar os outros, incutindo-lhes as próprias ideias e conceitos;
• impor-se diante de tudo e de todos.
Para a pessoa inconsciente de si mesma, o papel que julga correto desempenhar não é viver em autonomia, e sim concentrar-se no outro, ou seja, permanecer fixada nele, sem conseguir reconhecer as próprias necessidades como algo que exista dentro dela e que realmente deseje. Ela só tem consciência de suas aspirações e seus desejos caso essas mesmas aspirações e desejos existam iqualmente no semelhante e/ou parceiro ou sejam por ele expressos