#BOX DE SÉRIES# - "Birds Of Prey" | "Mulher-Gato" (2002–2003)

in #boxdeseries7 years ago (edited)

Fonte: Divulgação (HQ's com Café)

Após o sucesso de Smallville , essa série foi uma grande aposta da emissora The WB em levar para as telinhas uma adaptação dos quadrinhos da DC Comics que é focada em um grupo de super-heroínas chamado Aves de Rapina.

O cenário é distópico (portanto, futurístico e cheio de singularidades) e apresenta um plano de fundo bem alternativo do que normalmente é visto no universo da DC Comics.

Fonte: Divulgação (Bat World)

Criada por Laeta Kalogridis, a série tem algumas das super-heroínas mais famosas do mundo da DC. Dentre elas: Caçadora (filha do Batman com a Mulher-Gato), Oráculo (Batgirl, antes de ficar paraplégica e filha do comissário Gordon), Canário Negro (dotada de poderes sonoros super sônicos de efeitos devastadores) e também - nesse caso, a maior vilã da série - Arlequina (uma psiquiatra insana que tem uma tendência a se envolver com criminosos psicopatas).

O fiel escudeiro que as ajuda é o já conhecido Alfred Pennyworth (que acaba participando da história porque o Batman é parte essencial da trama, então, os serviços dele são transferidos para o novo grupo de heroínas) e juntos, eles combatem os vilões que estão, a todo custo, querendo instalar e espalhar o caos na cidade.

Fonte: Divulgação (Only TV Shows)

Inicialmente, a série estrou de maneira sólida (contando com uma audiência de estreia de 7.6 milhões nos Estados Unidos), mas a coisa não demorou a desandar e por isso, a mesma foi cancelada após uma única temporada, com apenas 13 episódios.

Talvez, o grande problema da série (e o possível motivo do seu cancelamento prematuro... já que a mesma tinha uma grande potencial a ser desenvolvido) tenha sido a sua abordagem com relação aos personagens e suas origens. Bem como os seus respectivos desenvolvimentos, é claro. A maneira como todos eles (sem exceção) são tratados é sempre de maneira artificial. Então, fica claro para o telespectador que falta muita coisa no roteiro para que aquelas aventuras possam ser compradas com uma maior credibilidade.

Fonte: Divulgação (Gotham Clock Tower)

Apesar dos bons momentos (principalmente no que tange as cenas de ação, que costumam ser bem interessantes e algumas até bem criativas para os padrões vistos na TV daquela época e também ao elenco, liderado por Ashley Scott, que é bem interessante e parece ter uma boa sinergia), a série não emplaca porque fica sempre girando no "mais do mesmo", sem demonstrar a menor ousadia em impactar com algo mais bem estruturado.

Ou seja, um vilão / uma vilã aparece, acaba sendo derrotado (a) e desaparece da trama. Não existe - praticamente - nenhum tipo de conexão mais profunda entre o lado do bem e o lado do mal, reduzindo a trama a embates entre foçar aliadas e inimigas sem oferecer algo desafiador (em termos de complexidade do roteiro) para o público.

Fonte: Divulgação (Kick Off)

Nos quesitos técnicos, vários pontos positivos: boa fotografia, trilha sonora instigante nos momentos corretos (tornando algumas cenas ainda melhores de serem assistidas), um bom guarda-roupa para figurinos (evitando muitas possíveis caricaturas) e uma edição de cenas que em sua maioria, é bem trabalhada.

Mas infelizmente, ao final de tudo, apesar de Mulher-Gato ter sido uma tentativa relevante da The WB, a quantidade de falhas supera com folga a quantidade de acertos para que a mesma tivesse condições de ter uma vida longa na TV. Porém, vale à pena dar uma conferida em termos de puro entretenimento (principalmente se você for fã da DC Comics).